Sincronicidade..


Acaso..
Uma tabuleta inscrita "Vende-se" mas jogada ao chão com lisura.
Era a hora do obviamente lindo, aquela que insiste não se sabe porquê. Apenas é.
Enquanto visitava uma queda no meio de um poço encontrei uma marcenaria.
Então, Katherine, eu nem invejo você. Meti as mãos no barro e fiz pulsar a maior umidade do mundo, virei do avesso o violino.
O que aconteceu depois disso é um êxtase que se prolonga quebrando a ampulheta.

...


Rapto..
"Rápido, que me fugiu a palavra trancada!"
Investi com tudo contra o portão e desloquei meu ombro assim.
Me arrastei pela água lodosa dentro da cornucópia e beijei o adeus.
O amor é ilegítimo e quer ser lambido.
Por uma ponta de lança fina sem antídoto.

...


Praxis..
Remexi um caderno em carne viva, daqueles que só românticos viscerais guardam.
Com nomes poucos, uns marcados em lápis e outros a caneta. Havia método no suspiro de baú.
Claro que um dos nomes era marcado com uma flor. Ficava bonito no vaso de terracota.
Mas você fugiu da cristaleira e ouvir sua voz assim, comendo meu tímpano assustado, pegando na minha mão e dizendo "Venha, eu te seguro e me arremesso" me fez não traficar mais papoulas.

Cheirei todo o pó esparramado naquele corpo que não era o meu sequestrado.

E eu, agora..Sangria..

...

Só uma gozadinha..



Pois bem.
Não é o dia de encontro nenhum. Gosto disso tanto que desci as escadas do prédio pulando de três em três degraus, numa perna só.
Um cara que nunca vi veio subindo, parou e me chamou de 'saci gostosa' e eu fiz mímica: olha eu fumando cachimbo também.
Ele gostou tanto que me ofereceu a carapuça. Desdenhei, claro, gosto de antever mas detesto comprovar o que já sei.

Mais adiante uma garotinha de mãos dadas com o pai deu uma gargalhada, essa sim gostosa, e apontou pra mim dizendo: "Pai, olha como ela é engraçada".
O cidadão de terno não sorriu. Mas me estendeu um cartão de visita que peguei com a boca, lambi, fiz uma bolinha e devolvi pra garotinha: "Ensina ao papai como faz barquinho de papel".

O que alguém precisa pra entender que um não é um não e que nenhum talvez ocasionado por vontade alheia ao eixo potencial transcenderá isso? Mesmo sinuosamente envolvido numa embalagem fêmea tamanho G.
Natureza cogitou quantas punhetas batidas fecundaram papel higiênico em teu nome vão? E cuspiram tétano depois proveniente de metástase de porra ressentida com cheiro de água sanitária validade infinita?
Eles adoram o Sim e o Talvez do Não. O Não mesmo é raposamente enfiado no cu macho pra depois sair peidando "mas ela quer, eu sei o que ela quer, e é pica".
Peguei umas cem fotos de pica pra olhar e me lembrei das que vi ao vivo e a cores pra comparar e pensar nisso, por via das dúvidas. Sempre fui pragmática de um jeito que ninguém supõe.

O telefone toca e é meu ex na linha. Pede para chegar mais perto e chega.

Me pediu pra me "livrar" por ele de três namoradas.
- Querido, você ainda não desmamou? Que cara de pau desgraçada essa sua!
Fez cara de choro safado (é um safado mesmo).
- Não desmamei mesmo não! Não e não! Eu PRECISO que você faça isso por mim.
Haja safadeza, hein! Mas adoro ele e nossa safadeza, é o único que entende meu Não de pedra (ele me apelidou carinhosamente de Muro e eu a ele de Trava), aceita sorrindo e depois ainda rimos juntos encostando nossos braços e pernas "sem querer" sentados no sofá.
- Tá bom, eu faço isso POR VOCÊ. E de graça..só não me chama de mamãe que é foda demais pra minha cabeça.
- Querida, eu te amo, porraaa como EU TE AMO!

Mas que coisa..se eu soubesse que era tão importante isso antes teria investigado seus bolsos, cheirado suas cuecas ao chegar da rua, aberto sua agenda telefônica e detonado todas as mocréias com ácido muriático.

Ele me entrega o celular dele com a cara mais sorridente e lavada do mundo enquanto as chamadas e o sofá começam a vibrar..

Reflexo incondicionado..




Nada é estranho. Tudo é tão íntimo que se imprime em água envolvendo o corpo.
Quando acontece o tempo essa criatura que geme nada incompreende. Tatuagens. Carnes de sonhos.
E então naquela madrugada o cigarro acabou e ela olhou desesperadamente ao redor. O relogio, porra! Ainda faltam algumas horas subindo e descendo por dentro do esôfago, cruzando o intestino pra boiarem entre os dois pulmões afogados.
Não tinha carro pra sair pelas avenidas e parar num daqueles postos 24 horas, nem poderia ligar pra algum restaurante desses com a desculpa esfarrapada de encomendar algum prato exótico ou comum de pronta-entrega. No final perguntaria displicentemente como se já não soubesse da afirmativa: "Aí vocês vendem cigarro?"
Acontece que estava dura, sem um tostão furado. Até a pistola já empenhara no último duelo em que errara de propósito o dolar e acertara o olho do mocinho com cara de gerente de vendas.
Pegou o telefone e já sabia a única resposta possível.
..

Do outro lado da cidade um sujeito entra num carro com uma dona. A dona do carro.
Ela, alta em suas medidas e jeito de gostosona executiva. Projetando seu sucesso de cotas do mês na noitada de sexo que teria naquele motel recém-inaugurado.
Com esse sujeito valia a pena ser empreendedora, orgasmos mil garantidos. Saúde pra dar e vender naquele corpo de peão com espírito de toureiro. E de bônus, sabia que ele não ligava a mínima pra ela e suas regalias, apesar de ser um fracassado como tantos outros e que só estava ali por um motivo que ela fazia de conta que desconhecia.
"Mas a mais-valia valia a pena, hein mocinha!". Pensou com um risinho de canto de boca.
Conversam sobre amenidades. Bem..não tão amenas assim pois esse cara não suporta mais de dez minutos nessa seara bucólica.
"Liga o rádio querido, naquela faixa que você adora". No meio da música o celular dele toca. "Como? Ela está com febre mesmo? Não, você não está me incomodando, para com isso, vai! Já, já, estou aí, se acalme!"

- Querida, me desculpe, mas a nossa noitada furou. Vai ficar pra próxima, espero mesmo que me perdoe. Dá pra você parar num posto de gasolina? Preciso comprar um anti-térmico e levar pra casa urgente! E me empresta cem reais aí porque pode ser que precise. Te devolvo em dobro!
- Claro, querido, tudo bem. Mas você não mora sozinho?
- Sim, moro. Mas aquela não é a minha casa realmente...
...

Encolhida no sofá, chorando e balbuciando: - Me des..culpe..

Foi assim que ele a viu quando entrou, a porta já encostada.

Sorriu, pegou a sacola plástica com os três pacotes de cigarro e falou:

- Você nunca vai saber como é delicioso pegar na sua mão e te entregar exatamente o que você quer..

..

A moça da roça




Saiu de lá muito cedo, antes do galo cantar. Despediu-se da vaca no curral e já sentiu saudade daquele leite de todo dia. Cafés de manhãs brancas com cuscuz de sol molhado.

"Dia de muito, véspera de nada". Pegou o dito popular e deu de milho pras galinhas e seus pintinhos naquele dia.
Foi parar na estrada e pegou carona com alguns caminhoneiros cheirosos, ladrões de bicicleta manetas, cafetões sem puta e travestis descodificados.
O mundo parecia o que era mesmo. Ela não era o mundo e gostava. O mundo não era ela e sonhava.

Depois de alguns meses parou numa churrascaria de beira de estrada com muita fome. Um moço da roça lhe convidou e ficaram algumas semanas um diante do outro naquela mesa sem falar, só comendo.

Despediram-se sabendo de tudo. Um aceno no céu era a correspondência que nunca acabava.
Então ela entrou no concreto armado furando tudo como um garoto de pênis em riste querendo comer a mãe, a irmã e todas as vizinhas.
Honrou sua árvore genealógica que lhe comia as entranhas e pintou um quadro dela saindo da vagina e entrando.

Depois é claro que fez chover outros ditados e dessa vez deu de ração a porcos. Adorava animais, todos eles eram lindos.

Enquanto isso, na cama do oitavo andar que ficava numa escada rolante, a irmã siamesa dava sustos bons com cara de amor em ateus e libertinos e eles sentiam-se puros como a moça da roça, lambendo ou cuspindo na vida eterna.

Amem.

Bolinha de mascar




- Do que você precisa em mim?
- Como assim? Não entendi.

- Esquece.

- Odeio quando você faz isso.

- Faço isso o quê?

- Esquece.
...

- Espera! Tudo bem, eu entendi.

- E por que disse antes que não?

- Ahh porra, sei lá!

- Pois é..esquece..
- E se eu te disser e você não me der o que eu quero?
- E daí? Você é retardado?
- Tá vendo, caralho, você é uma escrota!
- E daí? Você é mesmo um retardado.
- Vai à merda com sua arrogância!
- Pois é, foda-se..esquece..

Eu-Cidade



Nem foi abraçada e couberam todos os beijos sem boca ali.

E eram tantos beijos aqueles sobrados que suas pernas sedimentaram-se em casas. Oblíquas.

Imaginou Deus pela primeira vez, antes de desejá-lo, assim.

Posta, a cidade-observância andou levemente turista por ela e a abandonou, querendo a mendicância mas temerosa da paz embrulhada por jornais.

E amêndoas brotavam do jasmim.

Um dia..era uma vez. E nos bolsos da saia carregava o cavalo Zorba, um pião de quatro faces e uma semente de tamarindo.

Por cima da saia uma calça jeans surrada com cabelos grudados de sangue. No pé esquerdo, uma navalha. E partiu.

Cidade que era de telhados a céu quebrado por asas de cobre, fincou violentamente seis dias em uma hora.

Imaginou Deus pela segunda vez, o desejando. Bocas choveram granizo e também grená, o das feridas amenas que se acham fundas.
Tâmaras macias também jorravam.
Procurou a mandrágora, que lhe apetecia lembrar seu grito de enforcado na mão e afrontá-lo. Pisar a memória até a roda furar: seu furo era melhor, de fino útero. Buda, Jesus e os outros da arca só fizeram lamber um céu que tudo dá e nada seu comporta.

Colheu morangos na Etiópia e plantou girassóis no sertão baiano. No quintal do seu apartamento fez renascer um morto só para matá-lo mil vezes e brincar de amarelinha.

Nem foi beijada e cabiam todas as bocas ali.

Sua lua era uma mendiga particular...


O tempo passa e algo muda naquela casa azul.

As cadeiras ficam de pernas pro ar enquanto nasce a necessidade.O homem se favorece enfeitado e cantarola. Uma saliva, um pé de gigante, um cheiro roubado de alguma memória e todas as coisas repetem tristeza e passam a existir.

A tristeza boa vem negando a ruim, aquela de negar a boa. Uma boca que morda, uma que sopre. A que não cuspa pra cima, então.

Dói. Um dedo cortado não é como precisar. Chorar não é como molhar flores nem como ninar um morto. Mimar a morte é coisa de quem sabe sofrer. Não conheço ninguém que saiba realmente, quem o diz é embusteiro de si.

O sorriso acontece em seda rasgada, num baile de estamparia meio oriental, meio sinagoga. Vendido e comprado só a quem fabrica bordados desfazendo a linha. Um grito atrasado, eco e..onde está a boca que não cospe pra cima? Preciso de uma necessidade que supere a inexistência do espaço, tecerei olhos bons sobre os furados. Caberão mais furos então.

Aceite o presente roubado da sua vida pelo seu olho furado, desembrulhe o laço de carne e permaneça. Assombrando todas as necessidades.

O tempo passa e algo muda naquela casa cantarolando vermelho.

Todas as coisas são uma apenas, repetem segredos e passam a existir..

Óvulos


Você atende o telefone (dessa vez esqueceu de tirar do gancho depois que teve que ligar pra marcar uma consulta).

Alguém te xinga do outro lado e você não faz a mínima idéia de quem seja. Mas como é dia de sorrisos resolve fazer sorrir.

Resolve brincar de mocinho e bandido, pensa na panela de pressão prestes a explodir e deixa o feijão que está cozinhando pro almoço transbordar pelo fogão, só de sacanagem.

E responde pro cara do outro lado:
- Você está feliz agora? Meu feijão transbordou. Terei que abrir uma lata de sardinha.

(um segundo de perplexidade silenciosa do outro lado)

- Bem que disseram que você é totalmente louca mesmo, sua piranha!

Agora você se zanga. Não gosta que não riam de suas graças, afinal isso requer uma senhora dedicação humana de sua parte.

Desliga o telefone, come seu pão com sardinha e depois vai ao médico.

- Boa tarde! E então... me diga o que você está sentindo.

- Nada que eu não entenda, na verdade, queria só que me desse umas receitas. Os nomes estão aqui, é só assinar e carimbar, doutor.

Preferia que esse também me chamasse de piranha. Ficou vermelho, inchado, mas usou toda sua ira concentrada num discurso sobre o perigo da auto-medicação e praticamente diagnosticou uma hipocondria latentis. Numa eternidade de relógio que daria pra cozinhar uma grande feijoada pra duzentas pessoas ou distribuir mil sandubas de sardinha pra mendigos.

Você começa a perder a paciência de paciente.

- Ahh Doutor, já sei, foi o senhor que me ligou xingando pela manhã e não quer assumir, não é?

(um segundo de perplexidade silenciosa doutoral)

- Minha senhora, que loucura é essa?

Você pensa em como é duro o dia de sorrisos; exige uma dedicação sobre-humana e agora se sente uma divindade praticamente.

- Pois é doutor, eu queria mesmo é me enrolar num novelo de lã e me desenrolar enrolando de novo, mas sem virar ovelha, entende?

Nossa! Ele sorriu finalmente, ele sorriu e me prescreveu uma tonelada de comprimidos.

- Muito bem, agora percebo melhor seus sintomas.

E olha pelo canto do olho seu diploma emoldurado com ar de quem faz uma oração agradecida, aliviada como aquela primeira mijada matutina que deu na boca do otorrinolaringologista enquanto olhava pra foto da esposa na penteadeira ao lado da cama, a cirurgiã-dentista.

Que nojo!

Finalmente te fiz alegre, hein Doutor Tristezinha..

Ele só não sabe que vou tomar com conhaque, cozinhar mais feijão pro almoço de amanhã e estourar algumas panelas de pressão em 24 horas.

É o meu prazo pro dia de sorrisos quando reencontro um grande amigo, aquele Cão com óvulos cantantes na garganta que me faz sorrir no meio da cidade imunda dos shoppings!
À propósito, sou chocólatra..


Quem você pensa que é?



- QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA NÃO ME OUVIR?

- O que?

- É isso aí mesmo que vc AGORA ouviu!..
...

Foi assim que tudo aquilo começou. Embora essas palavras foram não ditas, elas voaram entre nós. Mas quem seria eu e quem seria você naquela conversa?

Não, não pensem que estou em pleno surto esquizofrênico (ou pensem e fodam-se), isso só acontece às terças, o dia em que resolvo amortecer todas as dores do mundo. Nas costas e subindo Notre Damme. Quase um camelo.(refugo de novo cristão na tal pós-modernidade que é quase idade média).

Mas não foi o caso. Só bebi água suficiente para provar que sou um ótimo camelo, testar minha resistência e seguir em busca do maior oásis. Te vi assim. Mas na lâmpada só cabe um gênio, o seu. O meu eu dei descarga junto com o ranço socrático faz muito tempo. "Só sei que nada sei"..AHHH VAI TOMAR NO TEU CU, OTÁRIO!(espero que assim você finalmente ouça).

Sua cabeça, seu machado. A minha, deslocamento...

Tudo bem que meu corpo, essa camada de gordura acumulada que cobre nervos, me trai. É, ele me trai sim. Acontece que também disso tiro um puta prazer. Pego leis de gravidades insuspeitadas e as detono, juntamente com todos os sintomas que uma pessoa crônica como eu suportaria. Outros já teriam se borrado nas calças e dado um tiro no meio dos cornos na apresentação dos três primeiros: aniquilação, aniquilação e aniquilação. Mas você não contava que meu semi-auto-didatismo fosse deliciosamente mais saboroso: ele, além de provar a mesma inutilidade dos ritos, os abandona de livre escolha, tédio e pavoneamento.

Que foi? Pensou que sugeriria nomes encontrados em bulas de remedinho de farmácia? Me procura que te mostro realmente o peso do meu silêncio e te injeto todas as doenças das quais você foge como o covarde vendido que é.

Afinal, sou quase-feia, quase-bonita, quase-velha, quase-menina, quase-puta, quase-santa, quase-pobre, quase-rica, quase-mulher, quase-homem e continuo um pavão misterioso e você, porra, você continua o mesmo medíocre e saudável asno que sempre foi.

Quem é você e quem sou eu nessa conversa?

Responda você agora..

Afago..




Disse que tinha pressa.

Por isso nem acendeu o cigarro, apenas o deixou entre os dedos para neutralizar a chama antes que queimasse. Queria adiantar-se, ela e seus novecentos motivos.

Não tomou café da manhã, assim pouparia a fome e seu aparelho digestivo. Mas achou que era pouco ainda, queria sabotar a máquina completamente.

Esvaziou os armários da cozinha, doou todos os alimentos; abriu a geladeira e despejou todas as sobras de comida no lixo.

Caminhou pela casa farejando vestígios, já sabia que em algum lugar haveria migalhas de apetites antigos deixados pela metade por puro descaso ou tédio. Desprezo.

Assim embrenhou-se por lá durante horas como um bom rastreador faria dentro do próprio território.

Corredor. Uma lâmpada queimada e deixada assim há dois anos. Sorriu da premonição. Riscos na parede em diagonais e retângulos deformados. Saiu da caverna.

Quarto. O forro do teto era baixo e uma mancha de infiltração enorme em cima da cama que nunca secava fazia seu nariz tremer levemente. Espirros.

O sexo mais lindo estava cruzando agora com seus novecentos motivos. Abortou todos os filhos que vieram deles também.

Banheiro e pia aberta assombraram suas narinas treinadas. Deixaria assim, sustos eram bons e atiçavam-lhe a glândula mais ainda. Sentiu muita fome, olhou-se no espelho e depilou-se toda. Dos pés a cabeça. Frio. Sorriu. Gostava do frio desse jeito. Gostava? Tirou o sorriso da cara. "Então era isso, não havia como escapar do grande afago?"

Foi atrás do cigarro e queimou os novecentos motivos. Novamente o sorriso. Acendeu, fumou e partiu em disparada roendo todos os ossos, cadela amorosa que era.